terça-feira, 1 de junho de 2010

Temi não mais te ver
Não mais me aproximar de você
Temi não sentir mais teu odor
Não mais provar teu sabor

Temi tanto qu eperdi o que não tinha
A covardia me fez mais sozinha
Inerte, estática, desequilibrada
Duvidando que pudesse ser qualificada

A trajetória já não é o mesmo traçado
O sentimeno é da doença em estágio avançado
Corrói, faz sofrer aos poucos, inacabado
O tempo pira, se vai ao futuro e ao passado
O que parecia seguro já não é tanto
Já não se pode ouvir o seu canto
Sua voz se tornou som estridente
Sua foz agora virou nascente

Nascente de lágrima, de dor e agonia
O que era povoado virou sala vazia
O que era dia de sol virou escuridão
O que era liberdade virou prisão

A condenação é a abstinência
Sob fiança de dependência
Não poderás cumprir em regime semi aberto
Terás um futuro ermo e incerto

Arrancarás do teu peito o pulsar da vida
Não cicatrizando a grande ferida
Na memória as lembranças ficarão cravadas
No corpo as chagas curadas

sexta-feira, 21 de maio de 2010

É quando um espelho, no quarto,
Se enfastia;
Quando a noite se destaca
Da cortina;
Quando a carne tem o travo
Da saliva.
E a saliva sabe a carne
Dissolvida;
Quando a força de vontade
Ressuscita
Quando o pé sobre o sapato
Se equilibra…
É quando ás sete da tarde
Morre o dia
- que dentro das nossa almas
Se ilumina,
Com luz lívida , a palavra
Despedida.




Me transportei dentro da noite
Ele tinha medo de ficar só
Fiquei ainda mais emocionada quando
cruzei com o seu olhar e seus olhos brilharam
no momento estavam muito perto de mim
Faltou-me o ar
A noite seguiu...
Meu coração conhecera amizade e ternura
e inconsciente o perigo que corria
Ele sentiu uma dádiva tão pura
e oferecida de modo tão ingênuo.


Não podia voltar atrás e
talvez nem que quisesse.
Sobreveio-me uma sensação de tristeza
Um pacto invisível fora selado
A penumbra voltou e
eu a segui


Minhas lágrimas cessaram
só então notei quanta tristeza havia em meu semblante
Sonhando com a liberdade...
abrir as asas e voar até infinitas alturas
sonolenta e com o olhar absorto
o coração estremeceu.

Mais uma noite... e assim elas se vão...
uma por de trás da outra...
Algumas noites são tão estreladas... que se descobre através do brilho... o que julgava-se esquecido... nunca mais a sentir...
Outras trazem o reflexo do luar que reluz em ardência na imensidão do véu escuro do céu , fazendo com que na vida sinta-se uma intensa paixão.
Essas noites... são noites de céu e inferno
Um forte delírio se apodera...
Ressuscita e desperta um novo destino
Mas ainda assim, não é suficiente para essa alma insaciável...
A noite faz vislumbrar no fundo do meu ser e a irromper uma tal força...incontrolável e inconsolável...
Um vento dessas noites titânicas faz narrar o encontro de uma paixão frente a frente a uma avalanche...
escreve palavras de saudades...
Anota uma música em ritmo cada vez mais acelerado, o palpitar do coração
E conclui... envolta por uma tempestade como jamais se experimentara
Adiciona-se então, mais uma estrofe ...
Permito-me a escutar as últimas palavras da alma antes que seja presa do delírio...
sua sensibilidade mede as intimas vibrações dos sentidos...
Um feroz conflito anuncia-se...
a felicidade e a tristeza , sentimentos... que apresentam-se com uma intensidade acrescida mediante a uma dor profunda de uma espera
Às vezes há uma certa harmonia que é limitada pelas contingências de dúvidas sobre seu retorno
Essas noites...nessas noites atingem o que é intolerável , aniquilamento...
se sofre em plena felicidade
suplicio em pleno êxtase...
É uma paixão que cintila sem traços de serenidade, flameja...são lágrimas...
Excedem uma claridade glacial e uma sede ardente
Se encontra com fortes sensações de ganho e perda
Nessas noites... sinto a paixão me levar ao extremo...
Ser prudente, refrear-se já é algo impossível, em que a medida os instintos já se transformam em atos.
Não se refreia a sensualidade que está dentro de sí
O germe que está dentro do meu ser, extirpa o equilibrio
Um abandono quase consciente sem reservas e sem limites...
Deseja-se uma vida mais intensa...
Não se evita perigos exteriores e interiores
Levo então, os meus sentimentos... encaminhando-os cada vez mais até às entranhas...
onde se encontram conexões com o começo de todos os começos,
com a força elementar e primitiva, o amor.


                      Meu segredo

                Eu deixaria aqui meu segredo
                Mais bem guardado
                Até porque me magoa me fere
                  de tão escondido eu o tenho
              E assim me libertava desta dor
             Mas como continuaria a ser segredo
          Se o iria revelar aqui
          Deixaria de o ser
                Mas mesmo assim eu o deixaria
                Deixaria meu segredo aqui
                 Se ele se revelasse a mim
                     Porque de tão secreto
                      Ate de mim ele se escondeu
                 Camuflou-se em meu peito
             Fechando a porta para minha entrada
          Minha descoberta
          por isso ele e segredo
        Não o revelarei aqui
        ou em algum lugar
    Este meu segredo.
  Um dia quem sabe
    Eu o descubra e o revelarei

sábado, 8 de maio de 2010

The Reason- Hoobastank

I'm not a perfect person
There's many things I wish I didn't do
But I continue learning
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know


I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you


I'm sorry that I hurt you
It's something I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all your tears
That's why I need you to hear


I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you
And the reason is you
And the reason is you
And the reason is you


I'm not a perfect person
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know


I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
And the reason is you


I've found a reason to show
a side of me you didn't know
a reason for all that I do
and the reason is you

Uninvited

Like anyone would be
I am flattered by your fascination with me
Like any hot blooded woman
I have simply wanted an object to crave
But you you're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slight


Must be strangely exciting
To watch the stoic squirm
Must be somewhat heartening
To watch shepherd meet shepherd
But you you're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slight


Like any uncharted territory
I must seem greatly intriguing
You speak of my love like
You have experienced love like mine before
But this is not allowed
You're uninvited
An unfortunate slight

I don't think you unworthy
I need a moment to deliberate

Alanis Morissette

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Ћøuvє uмα guєrrα quє durøu 100 αηøs. É døsє. øs søłdαdøs мørrєrαм ŧødøs dє αrŧєriøscłєrøsє."
Jô Soares

"α ρяσvα dє qυє α иαтυяєzα é รábiα é qυє єlα иєм รαbiα qυє iяíαмσร υรαя ócυlσร є иσтєм cσмσ cσlσcσυ иσรรαร σяєlнαร."
Jô รσαяєร.

[̲̅σ̲̅ ̲̅V̲̅α̲̅z̲̅i̲̅σ̲̅ ̲̅d̲̅σ̲̅ ̲̅и̲̅α̲̅d̲̅α̲̅!̲̲̲̲̲̲̲̅̅̅̅̅̅̅]

ø sєu cαηŧø é frαcø
ηãø sαbє cαηŧαr
ηãø gørjєiα єм αŧø
ηєм sєηŧє ø αr
Cøмø quєr cαηŧαr
sє ηãø sαbє αмαr
øu αcЋα quє cαηŧαr
É cøмø røuρα łαvαr
ρєrcєbє-sє quє ηãø sαbє
Cαηŧαr é cøмø røuρα łαvαr
єxigє riŧмø sєм мéŧricα
sãø мøviмєηŧøs dє αмαr
ŧudø ø quє sє ρrøρõє α fαzєr
ρєηsє αηŧєs cøмø sєr α sєr
Cøłøquє αмør α quαłquєr ŧєcєr
є vєrá ø dєsαbrøcЋαr dø sєu quєrєr
ŧudø cαłcułαdø ηãø rєsρøηdє αø αмør
Quєr αмør, мαs ηãø sαbє αмαr
ηãø αdiαηŧα cЋørαr ρrøcurøu єηcαηŧαr
ŧєηŧαηdø єηgαηαr jøgø duρłø ŧrαz Ћørrør
Ћørrør dø quє sє dєscøbrє dє quє ηαdα
Vαłє ηαdα ραrα quєм ηãø quєr ηαdα
α ηãø sєr curŧiçãø iηŧєrηαłizαdα
Dє ρiηgα αqui ρiηgα αłi já bєм мαηjαdα
Bαŧєu à ρørŧα, єsŧαvα αbєrŧα
єηŧrøu α rєvirαr є αcαbøu ρør єηŧãø
α єηcøηŧrαr αquiłø quє ηãø єsρєrαvα
α dєcєρçãø є vαziø sє fizєrαм ηα dєsiłusãø
αgørα єssє vácuø ρєrмαηєcєrá
Cøмø łємbrαηçα dø quє føi є
sє føi sєм ηuηcα ŧєr sidø α ηãø sєr
мєrα iłusãø dø ηuηcα ρrєєηcЋidø

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ραяα Vσcê!

Sαo seus olhos verdes...
Verdes dα cor do mαr...
Verdes dα cor dα esperαncα,
que fizerαm-me αpαixonαr...
Verdes como cαmpo nα primαverα,
que inαlα pαixαo, que reαcende o corαcαo, ,
como um jαrdim de flores....
Sαo seus olhos verdes que eu viα refletido
no espelho dα minhα αlmα,
que sentiα o frescor do perfume dα vidα
que me sorriα sedutorα...
Um céu cheio de luz,
um jαrdim com flores
α desαbrochαr em meu corαcαo....
Sαo seus olhos verdes que
me derαm esperαncαs pαrα αcreditαr
que pertenco α voce,
desde o primeiro instαnte que
seus lindos olhos verdes eu vi....

terça-feira, 30 de março de 2010

[̲̅σ̲̅я̲̅f̲̅є̲̅υ̲̅ ̲̅є̲̅ ̲̅є̲̅υ̲̅я̲̅i̲̅d̲̅i̲̅c̲̅є̲̅]


Orfeu e Eurídice


Grande herói da Trácia, Orfeu era conhecido não pelas suas qualidades de guerreiro, mas pelas suas qualidades musicais. Filho de Apolo e da musa Calíope, recebeu do pai uma lira como presente e aprendeu a tocar com tanta dedicação e beleza, que ninguém conseguia ficar indiferente ao encanto da sua música. Tanto os seres humanos como os animais, e diz-se que até as árvores e os rochedos, se rendiam ao seu fascínio.
Orfeu amava apaixonadamente a ninfa Eurídice. No dia do casamento de ambos, esteve presente Himeneu para abençoar a união, mas o fumo da sua tocha fez lacrimejar os noivos, o que não trouxe augúrios favoráveis. Pouco tempo depois, Eurídice passeava com as ninfas, quando foi surpreendida pelo pastor Aristeu, que, ao vê-la, se apaixonou perdidamente e tentou conquistá-la. Na sua fuga, Eurídice pisou uma cobra e morreu da mordedura que esta lhe fez no pé.
Orfeu, inconsolável, tocou e cantou aos homens e aos deuses, mas nada conseguiu. Decidiu, então, descer ao reino dos mortos para conseguir recuperar Eurídice. Perante o trono de Hades e Perséfone, Orfeu cantou o seu desgosto e o seu amor dizendo que, se não lhe devolvessem Eurídice, ele próprio ficaria ali com ela, no reino dos mortos. Todos os fantasmas que o ouviam choravam e Hades e Perséfone ficaram tão comovidos que lhe devolveram Eurídice. Mas com uma condição: Orfeu poderia levar Eurídice, mas não poderia olhá-la antes de terem alcançado o mundo superior. Caminhando na frente, Orfeu, que estava quase a chegar aos portões de Hades, com receio de ter sido enganado por Hades, virou-se para trás para confirmar se Eurídice o seguia. Esta, com os olhos cheios de lágrimas, foi levada para o mundo dos mortos, por uma força irreversível. Orfeu tentou alcançá-la, mas sem êxito.
Profundamente triste, Orfeu ficou na margem do rio, durante sete dias, sem comer nem dormir, suplicando a volta de Eurídice. Depois, vagueou triste e solitário pelo mundo, sem nunca mais querer saber de mulher alguma e repelindo todas aquelas que o tentavam seduzir, até que um dia, as mulheres da Trácia, enfurecidas pelo seu desprezo, o mataram. O seu corpo foi atirado ao rio Ebro e levado até à ilha de Lesbos, onde, durante muito tempo, a cabeça de Orfeu, presa numa rocha, proferia oráculos. A sua lira foi colocada num templo de Lesbos.
Outra lenda diz que as musas enterraram Orfeu, em Limetra, num túmulo onde o rouxinol canta mais suavemente do que em qualquer outra parte da Grécia e a lira do jovem apaixonado foi colocada por Zeus entre as estrelas. Orfeu encontrou por fim Eurídice e, abraçando-a, nunca mais deixou de contemplá-la.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ho♥mє♥nα♥gє♥m à I♥sα♥bє♥ℓℓα♥ Nα♥r∂o♥ni♥

ANJOS SACRIFICADOS

Um sorriso se apagou
Uma vida foi ceifada...
Uma história terminou
Antes mesmo de acabada.

No céu, brilhou u’a estrela
A Terra perdeu a luz
Da pequena Isabella,
Que hoje vive com Jesus!

Ela é uma, apenas.
Entre todas as crianças,
Dóceis anjos, tão pequenas,
A quem negaram esperanças!

São crianças violentadas,
Ou vendidas, para uso
De consciências zeradas,
E desumanos abusos!

Por isso, meu Deus, te peço,
Que as proteja dessa sina
De maldade e desapreço
E horrível carnificina!


“Milla Pereira”

O tempo acaba o ano, o mês e a hora

O tempo acaba o ano, o mês e a hora

O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;

O tempo busca e acaba o onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.

O tempo o claro dia torna escuro
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grão bonança.

Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.

Luís de Camões

*¨¨Espelho¨¨* :(°º



Estou eu assim
perdida entre meus medos,
meus erros,
minhas derrotas vazias
diante do nada.
A solidão vale apenas
pelo que aprendi com a dor,
e com a dor se aprende
apenas a sofrer.
Perante a mim
sou simplesmente vazio,
oca de sonhos,
coragem perdida
em inúmeros fracassos.
Não adianta chorar,
nem há motivo pra tanto,
tudo é tão perfeitamente certo,
e minha vida tão cegamente guiada.
Não vejo motivo para pranto.
Não há sentido para nada.


"Claudia Marczak"


Era um menino tão mau que só se tornou radiologista para ver a caveira dos outros.


"Jô Soares"

Ө£ЋӨک √εяđεک!

Eles verdes são:
E têm por usança
Na cor esperança
E nas obras não.
Camões, Rimas.

São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança
Uns olhos por que morri;
Que, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
Têm luz mais branda e mais forte.
Diz uma - vida, outra - morte;
Uma - loucura, outra - amor.
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam
Fogo e luz do coração;
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

São uns olhos verdes, verdes,
Que pode também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do padro,
Mas verdes da cor do mar.
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Como se lê num espelho
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma
Que as ondas postas em calma
Também refletem os céus;
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Dizei vós, ó meus amigos
Se vos perguntam por mim,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos da cor da esperança,
De uns olhos verdes que vi!
Que, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Dizei vós: Triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viram uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos da cor do mar;
Eram verdes sem esperança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós, meus amigos,
Que, ai de mi!
Não pertenço mais à vida
Depois que os vi!

Gonçalves Dias

quarta-feira, 24 de março de 2010

Esperei...



Esperei por um sorriso
que me deixasse alegre.
E por um olhar
que me emocionasse.
Esperei...
E nessa espera passou-se
minha adolescência,
meus sonhos de criança...
Esperei por um toque nos lábios
que eternizasse um momento.
Esperei pelo dia certo para chorar de felicidade...
Mas vieram os dias
e apenas pude chorar do
sentimento avesso de ser feliz.
Esperei meus olhos amadurecerem
para ver o mundo de outra forma.
Esperei o conforto de braços alheios.
Esperei ouvir palavras encantadas,
mas fiquei aqui me abraçando sozinha,
e ouvindo apenas o tic-tac do relógio.
Esperei um dia para dizer que estou pronta,
pois feliz eu fui...
Mas esse dia que esperei,
não chegou,
apenas chegou a sensação que
a vida não é uma espera,
mas uma conseqüência do que
desejamos e merecemos.